Mudança: gerenciamento ou liderança?
14/05/2008 - Alessandra Assad
Vários estudos apontam que mais de dois terços das iniciativas de mudança fracassam. Talvez seja por isso que os programas de gerenciamento de mudança venham perdendo popularidade nas empresas

Vários estudos apontam que mais de dois terços das iniciativas de mudança fracassam. Talvez seja por isso que os programas de gerenciamento de mudança venham perdendo popularidade nas empresas. Quantas vezes você se pegou, no último dia do ano, prometendo para si que no ano seguinte sua vida mudaria? Quantas vezes escutou do seu líder ou falou para a equipe que começariam um novo processo? E quantas vezes você fez a mudança ou foi um agente dela? O que funcionou? O que não funcionou? Qual a credibilidade que a palavra mudança tem para você?
Segundo John Kotter, professor de Liderança da Harvard Business School, gerenciar a mudança é, basicamente, mantê-la sob controle. Em outras palavras, assegurar-se de que as coisas sejam feitas dentro de determinados prazos, que se cumpram certos compromissos e promessas e evitar que o caos seja tão grande a ponto de se tornar incontrolável. Já liderar a mudança consiste em impulsionar o processo de transformação por meio de algum tipo de resultado interno que todos compreendam. Também significa fazer todo o esforço possível para que a mudança ocorra e seja eficaz.
A maioria das grandes mudanças é produto de 80% de liderança e 20% de gerenciamento. O autor afirma que o problema principal não é manter a mudança sob controle, mas sim impulsioná-la, de tal forma que quebre as resistências e derrube todas as barreiras que impeçam a adaptação da empresa à nova realidade. E é por isso que muitos dos processos de mudança acabam como começaram, ou seja, sem qualquer tipo de mudança sustentável em processos, comportamento ou desempenho. Outros, funcionam no início, mas se perdem rapidamente por falta de foco ou outras variáveis. Portanto, o grande desafio está em implementar um processo de mudança que seja eficaz e duradouro, e que altere a natureza da organização.
Portanto, comece marcando o dia de início das ações, comunique o senso de urgência e comece a mudar imediatamente! O senso comum diz que a mudança, basicamente, é boa, além de ser um processo contínuo que não acaba. Mesmo assim, todo projeto precisa pontuar um início, desenvolvimento e fim, mesmo que esse fim represente, no futuro, o início de uma outra mudança. Sem objetivos e sem etapas predefinidas, as ações não podem ser mensuradas e o conteúdo acaba se perdendo.
Lembre-se de que somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.

Alessandra Assad é diretora de redação da revista VendaMais. Formada em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é palestrante, professora universitária, colunista de marketing e propaganda, e autora do livro Atreva-se a Mudar! – Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos. E-mail: alessandra@alessandraassad.com.br Site: www.alessandraassad.com.br

Alessandra Assad é diretora da AssimAssad Desenvolvimento Humano. Formada em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é professora no MBA de Gestão Comercial da Fundação Getulio Vargas, Consultora Senior do Instituto MVC, palestrante e autora do livro Atreva-se a Mudar! – Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos.
 
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