Como você está cuidando da sua equipe?
15/12/2009 22:30:00 - Alessandra Assad
Responda rápido: o que é ser competente hoje? Se esta pergunta fosse feita pra você na década de 80, talvez a melhor resposta para definição de competência fosse: “é fazer o precisa ser feito da melhor forma possível”.

Responda rápido: o que é ser competente hoje? Se esta pergunta fosse feita pra você na década de 80, talvez a melhor resposta para definição de competência fosse: “é fazer o precisa ser feito da melhor forma possível”. É, mas hoje fazer o que precisa ser feito, da melhor forma possível, é condição básica para você ser competitivo no mercado de trabalho, e está bem longe de ser uma boa definição para competência. Ser competente hoje é equilibrar as suas habilidades técnicas com as comportamentais, criando assim uma curva de competência ascendente. De nada adianta você ser um técnico nota dez e o seu comportamento ser nota dois.

Mas nem todo mundo pode ser bom em tudo. Temos nossas habilidades, nossos dons, e precisamos de líderes que tenham sensibilidade para colocar as pessoas certas nos lugares certos. Isso é sinônimo de sucesso nas grandes empresas. É muito fácil vermos de vez em quando uma pessoa que não produz muito bem esquecida em determinada função. Então chega alguém e fala: “mas ela produz mal, não tem talento”... e deixa a coitada congelada, sem feedback e perdendo tempo. Desperdício de talento. Com certeza em alguma coisa ela é boa, e você, líder, não está conseguindo descobrir. Sabe por quê? Por um único motivo: porque não está cuidando bem das pessoas.

Fazer uma gestão de pessoas eficaz é muito mais do que ter um departamento de recursos humanos ativo. É se interessar de fato pelas pessoas como seres humanos, não como números ou suas frações de lucratividade. Ao contrário do que muitos empresários pensam, pessoas bem treinadas não deixam a empresa. Pessoas mal cuidadas deixam a empresa. Não basta treiná-las. É preciso treiná-las e cuidá-las. Só assim você vai ter esses talentos trabalhando de corpo, cabeça e coração, engajados, envolvidos e motivados.

Aliás, o que motiva você? Em minhas palestras eu sempre faço essa pergunta, e para a minha surpresa, o dinheiro nunca está entre os fatores de maior motivação dos trabalhadores. Um homem bonito, uma mulher bonita, férias paradisíacas, um diploma, ou ainda um muito obrigado ganham disparado, pode acreditar. Saber o que motiva as pessoas ao seu redor pode ser tão eficaz quanto superar uma meta. Afinal de contas, pessoas são pessoas e processos são processos. Mas eu gosto muito do posicionamento do guru Jack Welch que fala que pessoas devem estar sempre à frente de processos. Pode parecer óbvio, mas não é. Quem faz os processos acontecerem? As pessoas. E o que impede você de cuidar um pouco melhor delas?

Eu mesma não conheço uma pessoa bem cuidada que se recuse a fazer o que quer que seja como gratidão para o seu líder ou para a empresa em que trabalha. Do mesmo jeito que mais de 80% das pessoas se demitem por causa de seus líderes, há líderes que deveriam ser demitidos por suas equipes. Gosto muito também de uma frase de Warrem Buffet que fala que quando ele emprega pessoas, procura três coisas: a primeira é a integridade, a segunda é a inteligência e a terceira é um alto nível de energia. Mas ele alerta: se não existe a primeira, as outras duas acabarão com você.

E não adianta reclamar depois de contratar. No ato da seleção é preciso se concentrar não só nas habilidades técnicas, mas principalmente nas comportamentais do indivíduo. Perguntas como qual o seu sonho? O que você faria para conseguir esta vaga?, e Quais os seus principais valores?, podem sinalizar muito sobre o caráter de cada um. Nem tanto pelas respostas que virão, mas pelo brilho dos olhos da pessoa. Lembre-se que competência e caráter é que formam credibilidade e confiança. Um sem o outro, deixa a equação desequilibrada.

E, por incrível que pareça, os dois principais motivos que levam as pessoas a deixar a empresa são falta de oportunidade de crescimento e salários abaixo da média. Quem não se sente desvalorizado desta forma? O salário não é o principal motivador, mas pode ser um grande desmotivador quando não é compatível com a função e as responsabilidades do seu cargo. Mas isso ainda pode ser amenizado quando a empresa oferece possibilidades de crescimento.
Saber reconhecer o trabalho dos funcionários, ouvir suas opiniões, e mantê-los a par do seu progresso profissional são ferramentas poderosas para reter os talentos e garantir a eficiência na organização. Fica a pergunta: vale a pena investir no funcionário? E por que você não o torna um embaixador da sua marca, um fã número um da sua empresa? Consegue calcular no quanto isso vai aumentar a sua velocidade na conquista do sucesso?

O amor pelo seu trabalho é a única força capaz de gerar uma coesão incondicional entre as pessoas. E esse é o diferencial que vai gerar o compromisso. E é esse comprometimento que vai determinar não só o seu tempo de vida na empresa, como também o tempo de vida da empresa no mercado. E aqui fica a pergunta definitiva para você: você faria o seu trabalho com o mesmo entusiasmo se não recebesse nada por isso?
Alessandra Assad é diretora da AssimAssad Desenvolvimento Humano. Formada em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é professora no MBA de Gestão Comercial da Fundação Getulio Vargas, Consultora Senior do Instituto MVC, palestrante e autora do livro Atreva-se a Mudar! – Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos.
 
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